O Teatro Mágico

14/06/09 22:40:26 - Por: Arth Silva

Ossos do Ofício

Ossos do Ofício (Arth Silva) Cata a lata e luta pra sobreviver Passa fome, leva fama Mas diante da sede não cede Abre a boca e faz um bico Lixeiro, carpinteiro, pai solteiro “Trabalhador brasileiro” Acorda cedo já suado Pés pesados pra trabalhar Sob o uniforme um coração Sob o sol seu sacrifício Corpo quente, marmita fria Temperando os ossos do ofício Vai pro quarto reza um terço E torce pro milagre acontecer São tantas contas que perde a conta E faz de conta que a vida é boa Se Deus ajuda, que pague a dívida Ou fica a dúvida. São tantas datas. Que dia é hoje Pra quem espera a esperança? E a preguiça, que é o ócio do ofício Caminha longe Pois não paga o leite das crianças ... Folha de pagamento não aceita falha... Sem dinheiro, mês inteiro, desespero “Trabalhador brasileiro”.

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