O Teatro Mágico

24/09/08 14:36:58 - Por: Vinícius Guimarães

Minha arte não minha

Minha arte não minha Meu museu a céu aberto Meu céu aberto às estrelas, para todo olhar. Todos os signos emoldurados E o sol apresenta sempre um novo sagão Onde olhos são telescópios de nuvens e imaginação Meu teatro na vida feita Minha vida feita na rotina, para ninguém notar. Merda para todos representados O rosto mascarado aguarda a tomada Na cachaça e desculpa sempre mal ensaiada Minha careta de tinta fresca Minha tinta fresca no papel, para eu não parar. Todos os passos rabiscados Pois como um filho que de casa sai Os poemas crescem e não me pertencem mais A arte minha caminha para fora Minha arte parte e vai embora...

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